segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Confissões

Solitária, por entre as alamedas, passo;
               por entre as animadas comemorações, entristeço;
               por entre o ensolarado dia, entardeço;
               por entre fracassadas decisões, me desfaço.

E sonho, no momento em que todos viverão em harmonia
e que, a cada dia, buscarão o melhor que a vida tem a dar;
   Sonho, no momento em que todos permanecerão com alegria
e que, as eternas brigas, cessarão com o ato de amar;
   Sonho, no momento em que todos se esforçarão
para transformar o mundo para melhor
e que, todo o conformismo existente, se desmanche em lágrimas de perdão.

Mas, como posso pensar em todas essas mudanças, se nem eu mesmo posso lhes dar esperança?

E na minha eterna solidão, permaneço sonhando e, através de devaneios e ilusões, escrevo coisas inúteis, inatingíveis a que não tem por outra função aliviar a minha dor...



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