sábado, 25 de abril de 2015

Desejo, Prazer, Felicidade

O homem nunca está satisfeito com sua época.
Esta é mais explícita reflexão que pode ser retirada do filme "Meia-Noite em Paris", que assisti esses dias. (e para aqueles que gostam de romance e a linda cidade da Luz, filme recomendadíssimo).
Mesmo mudando de tempo e viajando para o que mais se identifica, ao acostumar-se com este novo, não mais ficaria satisfeito e retornaria a considerar outra época como mais prazerosa.
Este pensamento, pode também nos remeter à ideia de que o homem nunca se satisfaz, pois o desejo faz parte de sua essência.
O desejo é o responsável pelo que alguns chamam de "progresso", ao criar novas máquinas, produtos, lugares, situações para satisfazer seu vazio interior com uma sensação efêmera: o prazer.
 Porém ao visualizar por outra perspectiva, este "progresso" pode ser interpretado como um ciclo vicioso:
desejo que gera criações que geram prazer que gera mais desejo que gera mais criações que geram prazer...
Desejo este expresso no consumo exacerbado de alimentos, no consumo de bens materiais ou na realização de atividades criadas pelo próprio homem que não acrescentam nada ao indivíduo.
Alguns outros buscam este prazer em situações também efêmeras, mas que não vem ao caso, como o sexo.
Este constante desejo é insaciável, quando alimentado desta maneira, levando a sociedade para uma busca incessante por algo inalcançável: este prazer prolongado, extasiando cada vez mais esta sociedade superficial (a qual busca a felicidade apenas em coisas terrenas e que trazem o passageiro, o momentâneo, o efêmero) de vícios incuráveis.
Por que então não sair em busca do duradouro, do que é verdadeiro e puro?

Por demandar caminhos mais longos, difíceis de alcançar e que necessitam de esforço e força de vontade no meio de tentações criadas pela própria humanidade.
Seres humanos desviando do caminho por conta própria e no final, buscando apenas o mais fácil...



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