segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Pensamento Estrelado

Às vezes olho pro céu
Claro de tantas estrelas
E paro pra pensar
O quão longe eu gostaria de ficar
Das coisas
Do sistema
Da multidão

O quão longe eu gostaria de viver
Quão longe de casa
Seria bom pra morar
O quão longe eu iria
Pra não mais sofrer
Na minha própria prisão
Da mente
Do coração
Do passado
Presente
Futuro
Escuro
Estou



domingo, 26 de fevereiro de 2017

Asa de papel

Tapas que a vida dá
Tropeços que a gente leva
E espera
Um dia para poder levantar

Tapas que a vida dá
Pessoas que a gente releva
E espera
Mais um para se amargurar

E entre meus medos
E enterros
De pensamentos
Momentos
Lições
Ações
Que nos acomete
Promete
Um novo começo pra recomeçar
E andar
Novamente sem rumo
No prumo
Dessa asa longa e eterna
E que pesa
Como um grande fardo
Onde guardo
No lado esquerdo do peito
Sem receio
Para onde voar depois



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Mar reVolto

Confissões de uma madrugada, em meio à reVolta de um mar de sentimentos...



Como eu queria poder anunciar:
"Estou aí, agora
 e vim dizer que meu mundo era melhor com você,
 ainda que eu tenha tentado negar."

Não fuja, meu amor!
o Mundo é vasto
a melodia ainda toca nossos corações
a poesia ainda ameniza nossas desilusões

Não me condene, meu amor!
Eu disse que não voltaria
e voltei
O mar não regurgitaria
as flores que lhe mandei
e não lembraria
da minha carta que ainda há de chegar

Não esconda, meu amor!
Sua alma me acalma
e me agita de desejo
de sua pele tocar
seu beijo sentir
pensamentos compartilhar
e ideias abstrair

Fique!
Ainda que eu vá embora,
do hoje, do agora

Me entrelace em seus braços,
ainda que eu cogite nunca mais voltar
e ameace, só, lhe deixar

A voz das ondas do mar falarão por mim....



domingo, 6 de novembro de 2016

Pensamentos aleatórios

O amor de verdade é paciente
e ciente
de todos os percalços em que pode passar.

Ele clareia o dia
quando todo o redor anda em trovoadas.
Ele promete em nenhum dia
deixar sua querida amada...

Ele leva à loucuras
pessoas inseguras
do quão longe ele pode alcançar
na vida
na mente
no coração
que fortemente palpita,
sem interrupção,
com o olhar, o andar, o sorrir, o falar
de mais vítimas que ele deixa em encruzilhadas
e nas quais a saudade só pretende ficar...



sábado, 22 de outubro de 2016

Futuro do Presente Imperativo

Anda-te
Pensa-te
Instrua-te!
Escurece-se
Se um dia pensaste na clamorosa revolução.

Que são de todos
São dos filhos
da pátria amada que glorificarão
pela geração
que trabalha e teima e lima e sofre e sua
no bater da pedra do cascalho,
para empoderar e enriquecer o outro,
Caralho!

Enriquecer
a alma do ser
e o futuro de mudanças e esperanças
para o filho aproveitar...

E dizem: "De que adianta-me se não aproveitarei?"

Deixa-te do trabalho
de pensar
eles não aceitarão!
A mudança tem de ser agora,
através de apenas educação.
E a esperança,
fica então trancafiada
no cálice
dessa eterna
desilusão...






domingo, 16 de outubro de 2016

Caminhada

Um dia a gente sofre pelo que passou,
Outro dia enlouquece pelo que sofreu,
Depois entristece por ter enlouquecido
E chega um período,
que agradece por ter entristecido.

E pelos "Sous" e pelos "Idos",
A madureza do ter sentido,
faz com que os sentidos
se harmonizem em paz
e se aprimorem cada vez mais.

E pelo cais...
Andarilho vou,
que já não se engrandece ao ver as ondas do mar,
mas se desfalece ao ver o brilho no olhar,
de quem um dia já amou.




domingo, 2 de outubro de 2016

Cartilha-Dedicatória

Minitatura de poema que se segue, escrito há cerca de dois meses.


Distância, 
Ausência,
Presença,
Lembrança...
Leve todos os seus elogios
E não me encha de mais esperança.

Pois a voz da velha e sábia experiência,
mãe de todos os pensamentos,
me alerta de que tudo não passou de apenas,
bons e belos momentos.



terça-feira, 5 de julho de 2016

Do outro lado do vidro

  Cerca de um mês e meio atrás, resolvi participar de um concurso cultural do poliedro. O tema para aqueles que estudam no 3° no do ensino médio era uma crônica.
  Não fazia ideia do que escrever, apesar de minha vontade de participar. 
  Eis que me é remetida uma imagem à mente: um mendigo estendendo a mão para um carro de luxo, com o fundo de um restaurante composto por pessoas sorrindo.
  Era impossível não escrever e desenvolver algo sobre o assunto...



   Era uma tarde de domingo.
   Pessoas saem de casa, famílias se reúnem e todos celebram a chegada de um dia sem responsabilidades, estresse ou preocupações. Todo o esforço depreendido durante árduas horas de trabalho durante a semana, agora são, enfim, recompensados com boas doses de bebidas alcoólicas, comida farta e conversas aleatórias – cada vez mais substituídas pelas mensagens instantâneas nos “celulares inteligentes”.
   Sempre assim – para certa parte da população.
   Estava eu, neste dia, passeando pelas avenidas da cidade dentro do meu carro com ar condicionado, vestindo roupas confortáveis, limpas e perfumadas com as melhores marcas de sabão em pó e amaciante da cidade, em busca de um restaurante para comemorar o tão esperado domingo.
   Passei em frente, durante o caminho, de determinado restaurante. Percebo a alegria estampada no rosto de quem tem o que comer, o que beber, o que vestir e dinheiro para comprar mercadorias – cada vez mais impostas pelos meios de comunicação a serem compradas como “chaves da felicidade”.“Selfies” são tiradas e logo postadas nas redes sociais, para que possam mostrar suas roupas de marca, em locais caros, com pessoas influentes. 
   Não sei bem se todos estavam felizes como demonstravam. Talvez o que lhes envolviam era a nostalgia do momento, do status por estarem em tal restaurante, ou simplesmente alegria por estarem longe do trabalho, o qual só desempenham para poderem comprar mercadorias e pagarem almoços em restaurantes como esse.
Esse é o mundo em que vivem: Trabalhar, ganhar muito dinheiro e comprar “para mostrar o quanto são felizes”.
   Em contraposição à essa cena, vejo um homem, negro, com cabelos emaranhados, vestido em uma roupa maltrapilha – sujas e rasgadas. Não sinto seu cheiro, pois estou fechada em meu carro com ar condicionado, meu “mundo de supérfluos”, uma bolha, na qual anomias sociais são inatingíveis. Ainda assim, sinto como se ele exalasse um cheiro equivalente a alguém que não toma banho há semanas.
   Sua pele parecia opaca, seca e enrugada pelo tempo esmagador de oportunidades. Seu corpo, magro e fraco, clamava por alimento a usar como energia para viver. Seus passos eram lentos, como de alguém já cansado pelo modo em que a vida é levada: sempre faltando algo. Seu olhar, baixo e sem esperanças, evitavam direcionar-se para o restaurante de classe econômica e social alta, que dispunha-se em suas costas e, no qual – provavelmente, por vergonha, por ser visto como um marginal, por ser encarado com desdém. Suas mãos estendiam-se para os carros imponentes, como que em vão, por saber que não conseguiria moedas suficientes para alimentar seu corpo e sua alma, já carente de dignidade. 
   Tal cena me fez pensar na alta frequência em que, provavelmente isso ocorre, sinalizando a precariedade humana que alguns sofrem, em detrimento da luxúria de pequena parcela populacional.
   Essa desigualdade social não assola somente meu país, mas todo o mundo. Era isso que mais me preocupava e mais me atormentava a cada instante que passava e meu carro direcionava-as para um local, onde eu me fecharia ainda mais em meu mundo.
  Eu não queria mais pensar nisso, mas continuar sendo inatingível a essa realidade não seria mais possível.
  Visando eliminar essa cena tão cotidiana, mas muito profunda e, de certo modo, aterrorizante, passei a imaginar como esta anomia social, de uma sociedade há muito debilitada, poderia ser curada, deixando para as futuras gerações uma sociedade saudável. 
   Talvez essa imagem seja utópica, mas, por exemplo, através da ampla instituição de educação de qualidade, no qual o desejo pelo conhecimento seja desenvolvimento desde cedo nas crianças, a meritocracia passe a existir e todos tenham iguais oportunidades de subir de classes sociais. 
   Além disso, através de uma reformulação na estrutura fundiária do país, no qual terras sejam distribuídas igualitariamente para pessoas em condições de miséria, aliada à cursos técnicos de plantio de alimentos nessa terra para famílias em condições econômicas desfavoráveis, essa camada social poderá, em família, realizar, ao menos, o plantio de alimento para sua subsistência, sendo o pequeno excedente, vendido em feiras de produtos orgânicos. Com isso, ao menos a dignidade, direito inerente a qualquer ser humano, poderia ser fornecido.
     




domingo, 26 de junho de 2016

Capitalismo Selvagem

Faz um tempinho que esse textinho foi escrito (fevereiro), mas continua possuindo validez.


Como em um dia comum, estava presente em uma aula de gramática, na qual o professor pede-nos que verifiquemos a quebra do paralelismo, ou seja, quando, em uma enumeração de palavras, uma delas não pertença ao grupo das outras palavras.
Lê-se, então, a frase: João vendeu sua casa, seu caminhão e muita esperança.
Gramaticalmente, a palavra "esperança" foge do sentido da frase, por ser um substantivo abstrato e não poder ser vendido.
Eis que vem minhas famosas reflexões:

Realmente, sentimentos não podem ser vendidos, mas o que a sociedade vem fazendo ultimamente?
Uma inversão do "ser" em "ter", uma banalização dos sentimentos.
O que João sentiu, então?
Ao ver-se em uma possível dificuldade financeira, teve que vender todos seus bens materiais, esquecendo-se que o que tinha de mais valioso, eram seu valores éticos, morais, sentimentos, momentos, experiências adquiridas com a vivência, amizades construídas ao longo do tempo e, neste conjunto, encontra-se a esperança.
Assim como já escrevi em um poema anterior, esperança é a força responsável pela vida.
Ainda que ela seja falsa e carregada de exacerbado otimismo, é ela que nos impulsiona a continuar vivendo.
É ela que nos faz crer na humanidade e não nos deixa ser abatidos pelas tragédias diárias vistas em todo lugar e que nos faria desistir.
É ela que nos faz ter forças para procurar reconstruir-se após dificuldades financeiras, consequentes do sistema capitalista massacrante.
Enfim, João vendeu sua esperança, apenas por motivos materiais.
Assim como este personagem fictício de um exercício, milhares de pessoas fazem isso todos os dias.
Trocam o amor, por benefícios de poder e capital; trocam o tempo, por trabalho; corrompem-se moralmente, por interesses no mercado e assim por diante.
Isso tudo consequente dessa sociedade alienada pelos meios de comunicação e pelas próprias pessoas já contaminadas pelo capitalismo selvagem: em querer tudo mais atualizado, em consumir tudo que é imposto, em querer sempre o melhor produto, o mais caro e o que gera mais atenção em determinado meio.
Acabamos por viver em uma sociedade de aparências, na qual os "Joões" são responsáveis por girar uma engrenagem.
Engrenagem essa que devasta matas, biomas e gera problemas ambientais.
Que tortura animais e mata-os pela puro prazer de "comer um bacon",
Que leva uma "massa" a uma escravidão escondida no ciclo vicioso de trabalhar para conseguir mais dinheiro e usar esse dinheiro para comprar,
Que beneficia uma pequena parcela de pessoas. Pessoas essas que acredita, estarem felizes, mas que acabam corrompidas pelo poder e pelo capital, perdendo a verdadeira essência do que é "aproveitar" a vida.
Engrenagem essa, que marginaliza os diferentes e massifica os que aceitam serem iguais.

Engrenagem essa, que pode ser atualmente chamada de "Máquina da Vida".




sábado, 6 de fevereiro de 2016

Coleciona-Dor

Sim, eu tenho medo.

Medo do "só",
Medo do "vem",
Medo do "fica"
E do "eu também".

Medo de não saber dizer "chega!";
E de se envolver 
                                         Com qualquer um que chega..

Medo de sentir falta do que passou,
De reviver o passado na mente,
Medo de lembrar de novo os segredos que você falou.

Medo, acima de tudo, de guardar no peito cada sentimento
E ficar com ressentimento
De cada momento 
Vivido
Sentido
Permitido
Pelos olhos do coração
E o cérebro da não razão.

Mas, ainda além, 
Medo de continuar sendo
Essa colecionadora de emoções.



segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Confissões

Solitária, por entre as alamedas, passo;
               por entre as animadas comemorações, entristeço;
               por entre o ensolarado dia, entardeço;
               por entre fracassadas decisões, me desfaço.

E sonho, no momento em que todos viverão em harmonia
e que, a cada dia, buscarão o melhor que a vida tem a dar;
   Sonho, no momento em que todos permanecerão com alegria
e que, as eternas brigas, cessarão com o ato de amar;
   Sonho, no momento em que todos se esforçarão
para transformar o mundo para melhor
e que, todo o conformismo existente, se desmanche em lágrimas de perdão.

Mas, como posso pensar em todas essas mudanças, se nem eu mesmo posso lhes dar esperança?

E na minha eterna solidão, permaneço sonhando e, através de devaneios e ilusões, escrevo coisas inúteis, inatingíveis a que não tem por outra função aliviar a minha dor...



terça-feira, 15 de setembro de 2015

Óbito existencial

Este "mix" de poema e prosa fora escrito cerca de um mês atrás, classificando-se como uma espécie de desabafo íntimo:

Não mais sinto meu coração,
Não mais sinto sua palpitação,
Ele está morto.
Nada mais é ativado nessa carne,
Que não atrevo a denominar corpo.
Como uma pedra, meu coração parece não mais bombear sangue, 
Deixando de rosear meus lábios,
Deixando de corar minha pele.

O que resta é uma palidez mórbida,
Seca
Dura
Incapaz de contorcer-se para demonstrar afeto,
Preocupação,
Ou qualquer manifestação sentimental.

Não me comovo,
Não me entristeço,
Não me decepciono,
Nem me reconheço,

Não mais me suporto,
Não há mais suporte.

Humanos ligados a mim
Despedem-se,
Deixam-me,
Ignoram-me,
E aos poucos esvairam-se por entre meus dedos mortos.
Não sou mais humana.

A vontade em buscar relações pessoas,
Em mantê-las,
Conservá-las,
É praticamente inexistente.

Não há se quer alma para envolver-se em tais laços, os quais 
Sufocam-me,
Obrigam-me
A ações que não aprecio mais,
Iludem-me
E aos poucos afrouxam-se
Para prejudicar mais,
Machucar mais,
Deixando-me mais fraca,
Desamparada,
Sozinha.

Essas relações humanas...

O que resta é uma alma cansada,
Condenada,
Cheia de cicatrizes dolorosas
E feridas incuráveis
                                     (Até mesmo pelo tempo, nosso maior bem e maior mal)

Esse resquício de alma não é mais controlada pelos impulsos nervosos, que inutilmente ainda percorrem (despercebidamente) essa carniça petrificada.

Atos incontroláveis,
Impensados
São realizados, como uma bomba quando explode e possui capacidade de destruição em massa.

Não mais há...









Esqvolver-se


Sim,
Eu posso te esquecer,
Assim como esqueci todos 
Que deixaram marcas em minha vivência.

Sim, 
Eu posso te esquecer,
Mas já terá passado o anoitecer
E em meio às sombras da minha ilusão,
Vozes cingem-me,
Induzem-me,
Discorrem-me
                             sobre as mazelas da paixão.

Sim,
Eu posso te esquecer,
Mas já terá passado o anoitecer
E logo chega outro coração para me envolver,
Me preencher
Me entrelaçar
E a mim se juntar
Para eu, impetuosamente, me perder
Em promessas, conversas,
Sonhos risonhos
E então sofrer,
Com cada despedida
Desmedida
                      no tamanho da dor que pode causar

No fim,
Você irá pisar,
                      em cada migalha de amor
Que continuo a buscar
                                          em minha eterna peregrinação
Como fazem antes de ir
E, só, me deixar
Com minhas manias de em vão devir,
Refletir,
Sonhar 
               Com outros amores, sabores, ilusões.

Sim,
Eu posso te esquecer...




quinta-feira, 4 de junho de 2015

Palavras Aleatórias

Segue um  textinho que fiz um mês atrás, em um momento da vida que passei de angústia, quando comecei a refazer perguntas, antes levadas à conformidade, como: O que estou fazendo nesse mundo?
De onde vim?
Por que a vida é assim?
Por que sou assim e no que me transformei?
Por que algumas cobranças nos são feitas?

Espero, a partir desta explanação, confundir quem o ler. Não objetivando o mal para o leitor, mas que este consiga, através disso, superar as barreiras do senso comum e procurar seu lugar no mundo, visto que, após todas essas indagações a única conclusão a qual consigui chegar (mesmo sendo um tanto óbvia) é a de que não podemos passar por essa vida em branco. 
Precisamos aproveitar momentos preciosos, mas acima de tudo evoluir e deixar nossa marca no mundo.
:



E esse vazio que não se preenche...
Vazio que transborda
Decepções, frustrações, indagações, desilusões;
Comigo, com o mundo.

Vazio com um buraco...
Não importa o que nele entrar, não fica...
Nada comove
Nada alegra
Nada satisfaz
Nada eterniza

Vazio? Então não é vazio...
Nada é ausência
Nem mesmo a própria ausência
Ou o nada...
Não estamos sozinhos.

E essa vida sem sentido...
Por quê fazer?
Como fazer?
Bem feito...
Perfeito?
Existe?

Continuo escrevendo
Relendo
Pensando
Refletindo...

Eternizando 
O que não é eternizável
Glorificando
O que não é glorificável
Se preocupando
Com o que não é preocupável

Mais um do mesmo.

domingo, 3 de maio de 2015

Lágrimas de amor?

Este pequeno texto/poema que se segue, foi escrito há 2 meses... Lá vai:

Eu te amo,
por entre toda a universal amplitude e diversidade;
Eu te amo, 
por toda sua inteligência e singularidade;
Eu te amo,
por todo seu carinho e cuidado expresso em olhares de sinceridade

E a cada "Eu te amo", 
lágrimas escorrem friamente por este meu rosto moribundo,
desmerecedor de cada gesto, qualidade, pedaço seu;

E a cada "Eu te amo",
 exerço a tentativa de encontrar palavras que expliquem o motivo de seu sentimento recíproco,
mas elas estão perdidas nesse negro e mórbido espaço que nos cerca;

E a cada "Eu te amo", 
me afasto cada vez mais, 
na procura de outro "Grande Talvez" que preencha esse meu vazio
e encoberte novamente essas cicatrizes internas da minha alma tantas vezes remendada

E... lágrimas secas escorrem.





sábado, 25 de abril de 2015

Desejo, Prazer, Felicidade

O homem nunca está satisfeito com sua época.
Esta é mais explícita reflexão que pode ser retirada do filme "Meia-Noite em Paris", que assisti esses dias. (e para aqueles que gostam de romance e a linda cidade da Luz, filme recomendadíssimo).
Mesmo mudando de tempo e viajando para o que mais se identifica, ao acostumar-se com este novo, não mais ficaria satisfeito e retornaria a considerar outra época como mais prazerosa.
Este pensamento, pode também nos remeter à ideia de que o homem nunca se satisfaz, pois o desejo faz parte de sua essência.
O desejo é o responsável pelo que alguns chamam de "progresso", ao criar novas máquinas, produtos, lugares, situações para satisfazer seu vazio interior com uma sensação efêmera: o prazer.
 Porém ao visualizar por outra perspectiva, este "progresso" pode ser interpretado como um ciclo vicioso:
desejo que gera criações que geram prazer que gera mais desejo que gera mais criações que geram prazer...
Desejo este expresso no consumo exacerbado de alimentos, no consumo de bens materiais ou na realização de atividades criadas pelo próprio homem que não acrescentam nada ao indivíduo.
Alguns outros buscam este prazer em situações também efêmeras, mas que não vem ao caso, como o sexo.
Este constante desejo é insaciável, quando alimentado desta maneira, levando a sociedade para uma busca incessante por algo inalcançável: este prazer prolongado, extasiando cada vez mais esta sociedade superficial (a qual busca a felicidade apenas em coisas terrenas e que trazem o passageiro, o momentâneo, o efêmero) de vícios incuráveis.
Por que então não sair em busca do duradouro, do que é verdadeiro e puro?

Por demandar caminhos mais longos, difíceis de alcançar e que necessitam de esforço e força de vontade no meio de tentações criadas pela própria humanidade.
Seres humanos desviando do caminho por conta própria e no final, buscando apenas o mais fácil...



terça-feira, 10 de março de 2015

Mundo Ilusório

Vivemos pensando que faremos um novo ano, 
Deixando os erros do anterior armazenados no passado.

Vivemos pensando que o amanhã será mais prazeroso que o hoje, 
E que todo o esforço valerá a pena.

Vivemos pensando que após todo fim de crise, o que sucedem são apenas bonanças.

Esperanças, falsas esperanças


Essas, que nos cegam e nos levam a enxergar tudo turvo;
Esperanças, essas, origem de nossas maiores frustrações e decepções;
Esperanças, porém, que nos impulsionam para o futuro, forçando-nos a desempenhar o melhor a cada dia.

Esperanças, falsas esperanças
[Força responsável pela vida]

Todavia, de que adiantaria viver em um mundo ilusório, alimentado por falsas esperanças,

[Que nos levam a crer em
 falsos desejos, anseios
 falsas situações, ações
 falsas pessoas
                          , boas?]
Ocasionando-nos uma falsa existência
                                          [De esquecer o passado,
                                            Sofrer o presente e
                                             Idealizar o futuro] ?

Sem ela, humanos não mais seríamos, mas sim apenas um conjunto de células orgânicas inúteis sobrevivendo em um mundo real.


Esperanças, falsas esperanças...











sábado, 17 de janeiro de 2015

Pequena fábula da Formiga

Era uma vez uma formiga. Não começarei dizendo, assim como a maioria das histórias, que ela era diferente, melhor, a mais guerreira, ou a mais trabalhadora, ou a que tinha dentro de si, um poder valioso, ou que era q era a mais preguiçosa, ou o que for. Ela era apenas uma formiga comum, igual a todas as outras do formigueiro. Não tinha nome, sobrenome, patente, título,  nem nada.
Todas as suas amigas viviam sonhando em ser algum dia algo especial no formigueiro. Uma rainha, uma princesa, uma chefe. E todas davam o seu melhor no trabalho. Dia e noite para ter a possibilidade de conquistar um futuro incerto. Os pais a apoiavam, alguns diziam: "o meu filho formiga possui potencial para atingir o que ele sonhar, basta esforçar-se."
E essa era a vida de muitos lá dentro. Viviam cansados, atarefados e cheios de responsabilidades.
Mas, assim como havia os ávidos por fama, havia também aqueles loucos por conhecimento. Passavam o dia trancados na sua toca, sem trabalhar, apenas coletando informações, lendo, investigando, pesquisando, sonhando deter, algum dia, todo o conhecimento existente.
Voltando a falar da formiguinha de nossa pequena introdução, ela diferenciava-se apenas em um quesito, ela e mais algumas de suas companheiras que compartilhavam entre si dos mesmos ideais, não queriam demasiada fama, demasiado conhecimento, e nem demasiada preguiça. Elas queriam apenas ser felizes. Enquanto todos os outros se cansavam, a formiguinha de nossa pequena história estava descansando, curtindo e aproveitando cada momento de sua pequenina e insignificante  vida em relação à imensidão do universo. Ria, ajudava os que dela necessitavam, dava o seu melhor.
Até que certo dia, veio a adoecer. Formigas não possuíam medicamentos ou métodos relativamente eficazes para graves problemas de saúde, então o que lhes restava esperar, era o leito de morte de nossa simples protagonista.
Nessa época, já obtida filhos, uma família grande por sinal, com brigas comuns, porém com um detalhe que falta ainda hoje em muitos lares: a união, a felicidade. Todo dia que não precisavam trabalhar para conseguir alimento para sobrevivência passavam  juntos.
E a formiga, enquanto dava suas últimas palavras à família, recebeu a pergunta de seu filho caçula, aos prantos: "Mamãe, sua vida valeu a pena? Você morrerá feliz?"
A sábia e experiente formiga respondeu-lhe que sim, pois não criou expectativas monstruosamente difíceis de serem alcançadas, apesar de possíveis, fez o que quis com pessoas que amava por perto, aproveitou cada instante que sua vida de inseto pode lhe oferecer. Ou seja, era em si uma formiga realizada.
 E foram com simples e singelas palavras que deu o último suspiro, deixando uma grande lição de vida para quem quer que ouvisse sua história, a utilizasse como exemplo.
Moral : Não  devemos deixar nossos sonhos de lado para ter uma vida tranquila, mas precisamos aprender a ponderar o excesso de ambos os lados, aproveitando os momentos que a vida nos oferecer, sem sobrecarregar-se de extrema responsabilidades e anseios, para algum dia alcançarmos a felicidade.



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Estações da Vida

Aquele vento gelado de inverno passa pelo rosto vermelho de frio, corta-o, raspando-o, trazendo consigo o peso de feitos perdidos ao longo do ano, pessoas que você decepcionou, fez chorar, fez repercutir a raiva...
Passa o tempo, e de gelado, as flores da esperança renascem dentro de ti com a chegada da primavera. Renovação. Alegria. Cores para uma vida antes cinzenta.
O tempo, em um piscar de olhos passa novamente, e ao perder o tempo contemplando a beleza da primavera, vem a chegada do mormaço do verão, que faz com que cada gota de suor do seu duro trabalho, para compensar o tempo perdido, lhe extenue. Noites sem dormir, consciência pesada de não ter alcançado seus objetivos do que parecia um longo ano, porém que tão rápido já vem chegando ao fim, para que então outro venha junto à brisa e ondas marítimas no ano novo levando toda essa carga embora, trazendo novas pessoas, chances de fazer o melhor, de encrever novamente outro livro de 365 páginas...
Aliás, a vida é como as estações sempre  renovando-se, podendo seguir ou não certo padrão, mas que no fim de tudo, o homem a deixa passar rapidamente, sem tempo de apreciar os belos momentos e paisagens que esta tem a oferecer, por deixar-se levar por sentimentos e situações toscos e irrelevantes... Assim nas estações, a neve aconchegante do inverno passa despercebida, já que este olha apenas para o gélido vento que o entristece, a luz forte de um dia quente de verão que traz mais vida à natureza, permitindo-a proliferar-se, perde o brilho resplandescente e sua possibilidade de clarear mentes, já que este repara apenas no suor e na pressão interna...
O homem e sua mania de olhar apenas para si, quando sua mente encontra-se em um processo aquisitivo... O homem e sua mania de ver sempre o lado ruim...
Porque somos assim...?



Feliz Ano Novo!




segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Conformismo

Como a passividade é cada vez mais característica em nossa sociedade...
Como a "mensagem lida" muitas vezes não é respondida...
Como o "tanto faz" tornou-se automática em conversas cotidianas...
Como a falta de iniciativa é cada vez mais frequente entre a nova população da famosa "geração Z"...
Como o egocentrismo é optado pela maioria devido à comodidade de não precisar pensar no outro...
Em que estamos nos tornando? Por quê?
Sim, viver é constante... Uma constante mudança!
Então despertai vossos corpos do sono profundo do conformismo aconchegado em um mar de rosas, que a vida não é assim....
Iniciativa, animação, preocupação!
É o que necessitamos nessa nova geração...
Pensem no próximo! Pensem em um motivo para viver, um alvo à alcançar, algo para lhes motivar!
"Estamos chegando mais próximos ao animais do que dos anjos..."
Então é isso...?
Pessoas que olham apenas para si, Enquanto o "mundo está ao contrário... E ninguém reparou"?
Ficar sentado enquanto tudo anda em catástrofes?
Não fazer a diferença, não deixar ao menos uma "pegada" ao passar por aqui?
Se for assim... Então qual seria o sentido da vida? Por que então viver?
Não podemos nos deixar abater!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Desculpas...

O tom gélido da minha voz atinge cada um em minha volta como um vento frio e seco de inverno...
A energia emanada por mim, mesmo negando, sorrateia como uma avalache quem passar por perto....
Palavras ditas, não pensadas, jogadas em resvaladas, bombardeiam pobres corações inocentes, vítimas da minha ignorância e impaciência...
Não quero que isso aconteça,
Não quero que entardeça,
Volta tempo,
Saia ódio, de minha cabeça,
E vá para onde não seja mais outro sofrimento...

Não quis te magoar,
Não quis te culpar,
Não quis seu coração despedaçar...
Mas o pobre ímpeto jovem
É mais forte que a razão cujas mentes, inutilmente, movem...



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Memórias Insistentes

As imagens do passado passam pela minha mente
Como aquele filme que te faz refletir quando aparece a última cena...
Eles atingem a parte mais obscura do cérebro
Acionam os sentidos...
Um a um:
Sensações de frio, arrepios, adrenalina, tristeza, ódio, exaustão antes vivenciadas, agora são sentidas em uma fração de segundos diante de cenários aterrorizantes...
Palavras ditas que ficaram gravadas agora são sussurradas lentamente em meus ouvidos, fazendo-me lembrar cada conselho, cada pedido, cada elogio, cada depreciação...
Palavras que fazem crescer, outras que nos levam a permanecer caídos e estirados no chão sem saber o que fazer...
Sabores novos, passados pelos lábios remetem pessoas, jantares grandiosos, simples refeições acompanhadas de risadas...
E cada momento já vivenciado, oportunidades, memórias gravadas através da câmera dos olhos vão passando, cada vez mais rápido...
E mais rápido...
Tento tocá-los,
Tento alcançá-los,
Para mudá-los...
Transformar sitações desagradáveis que remetem à sensações ruins em algo bom ...
Mas não consigo.
Quando toco-as com a ponta do polegar, as memórias esvairam-se pelo quarto, afogando-me em meio às lembranças...
Deixo-me levar...
Deixo-me ser engulida pela passado, que me amaldiçoa a cada dia...
Deveria resistir, tentar ao menos, mas deixar-se levar é inevitável.
Por quê ?
A tentação de realizar coisas fora do alcance nos leva à aprender o certo à fazer somente se sofrermos pelos próprios erros cometidos...

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Montanha-Russa

A gente nasce, renasce,
Cresce, amadurece,
Encontra, desencontra,
Pensa, esquece;
Fala, cala;
Acha, perde:
Pessoas, oportunidades, sentimentos...
Constância, mudança: Vida
Aprendemos, caímos, levantamos sem tempo para pensar,
Apenas continuar,
Intensamente viver,
Constantemente aprender...




terça-feira, 29 de abril de 2014

Aproveitando a Vida

Quando ás vezes as pessoas dizem e recomendam : "Aproveite a vida! Você é jovem, ainda dá tempo", esquecem-se de explicar o que é para eles, aproveitar a vida.
E esta é uma pergunta interessante, por ter uma pluralidade de significantes únicos para cada um que a fizer.
Para a maioria, aproveitar a vida por completo, seria relacionar em apenas um desejo palavras que remetem ao amor sem compromisso, liberdade inconsequente para curtição, riqueza acompanhada de poder e prestígio. Tudo isso sem ligar para suas conseguintes consequências que no íntimo de cada um, é algo negativo, desnessário...
Mas ... Tudo tem consequências. Que venham elas cedo ou tarde, algum dia virão, e com certeza trazendo aprendizado.
Todas aquelas palavras que para a maioria significaria aproveitar a vida, distingur de modo amplo e contraditório do que para meu íntimo seria realmente aproveitá-la ao máximo."
Além disso, ao dizer : "Você ainda é jovem, dá tempo", vem por trás, um sentido de que só poderá curtir realmente a vida se for jovem. Fase na qual as preocupações são minoritárias, as responsabilidades são quase inexistentes e o desejo que viver intensamente é macro. Mas, então isso leva ao tabu de que não se pode aproveitar a vida quando adulto, ou ainda idoso ? 
Juventude é estado de espírito, não idade ! Uma pessoa com 60 anos, pode realizar feitos de modo a aproveitar muito mais a vida que um jovem de 17 anos que faz tudo de modo impensado e de acordo com desejos que surgem na exaltação de momentos passageiros.
Ajudar o próximo, por exemplo, pode parecer muito mais prazeroso quando se tem outros olhares para isso. Desperta uma sensação inexplicável de gratidão e uma verdadeira felicidade momentânea ao ver o sorriso aparecer no rosto de alguém decorrente de seus esforços. Ir em um lugar com amigos considerados fora do padrão imposto pelo meio, porém que o fazem ter boas gargalhadas, pode remeter àquela sensação única de ter curtido ao máximo a situação.
 Passar um dia relaxando e refletindo em contato com a natureza pode ser um bom momento de auto-conhecimento e elevação espiritual. Encontrar e sentir o verdadeiro sentimento do amor, seja este por uma grandiosa amizade ou por uma alma gêmea, também é uma das melhores sensações na vida.
 Desta maneira, acredito poder aproveitar realmente e verdadeiramente a vida, aproveitando o melhor que ela tem a oferecer.
Afinal, são os mais simples e pequenos momentos que despertam os verdadeiros sentidos de felicidade e  amor que geram boas memórias, e isso, leva a uma vida melhor e mais prazerosa. Pode ter certeza ! ;)

sexta-feira, 7 de março de 2014

Mudar, Con-Viver

MUDAR... Uma palavra tão curta mas tão ampla em suas variadas interpretações, podendo levar um dia, um mês, uma vida para acontecer; e mesmo assim nunca será suficiente.
Estamos já tão cansados de ouvir: "Ninguém é perfeito." Mas o que fazemos para mudar isso? Praticamente nada.
Percebemos então que somos meras partículas na imensidão do universo, insignificantes, achando que todos os problemas concentram-se no próprio ser e que tudo precisa alinhar-se de acordo com os próprios anseios...
Será que essa epidemia egocêtrica nunca deixará nosso planeta ?
Será que todos não viverão em paz e harmonia algum dia ?
Com tanto rancor, raiva, tristeza entre as pessoas ... Somos tão ... tão... Humanos! Mas para que isso chegue a acontecer algum dia, é necessário ConViver. Talvez seja até mais difícil que Mudar. São palavras, significados entrelaçados um ao outro, que vivem dependentes entre si...
E é assim que, enquanto alguns encontram-se sozinhos, outros enturmados se divertindo, há aqueles que esperam ansiosamente para que esse dia de paz chegue algum dia.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Nada é eterno

O tempo vai,
O tempo voa,
O tempo passa;

A vida vai,
A vida voa,
A vida passa.

E as pessoas ?
Levadas pelo tempo,
Pelo vento,
para bem longe da eternidade;

Pois nada é eterno.
Eterno é apenas o verbo ser...

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Perfect World

I was dreaming
That I was living
In a beautiful world:
A world without corruption,
Without destruction;
A world without stress,
Without mess;
A world without wars,
And without cars.
'Cus we could fly
With the power of mind.
With imagination we go,
With creative we go;

It's a perfect world,
Just have happy on the sky,
Love in the air,
Peace on the clouds,
And creed on the grouds;
It smells like flowers
That go through aroud my world,
Around your world.

And then a I woke up,
Woke up to the reality,
reality that makes crazy anyone,
Full of blood,
A dirty blood on the heart
Of each person,
Dirty of madness, hatred
And a routine battle,
That it's followed by everyone,
Who suffer
And live in the edge of life,
Of patience, of promise,
of faith,
Every and every day;

So I remembered that world
And started dreaming about the dream,
about that perfect world that,
Someday,
We could live LOVELY.